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Megafone! Biografia de John Schlitt – Das trevas para a luz…do Head East para o Petra…
Nascido em 03 de Fevereiro de 1950 em Lincoln Illinois, o americano John Schlitt começou a cantar quando tinha apenas cinco anos de idade, realizando algumas mini-apresentações recitais e peças em sua escola. Aos 13 anos, ele estava na banda inesquecivelmente intitulado “Vinagre Hills Algo Band Hometown Different”. Logo ficou claro que uma carreira na música tornava-se possível. Ele terminou a faculdade com um diploma em engenharia civil mas de imediato começou a traçar planos para si mesmo no mundo do rock ‘n roll, não se importando muito com o diploma conquistado.
Em meados de 1975 John entra para a banda de rock Head East, onde tão logo o vocalista foi descrito por um jornal como um impetuoso, arrogante, e mais um atordoado numa banda de rock. O quinteto teve um público fiél e uma série de sucessos ao longo dos anos 70 que ajudaram a solidificar uma base de fãs. A carreira de John parecia definida, mas tudo chegou a um final angustiante em 1980, quando foi deixado para trás pela banda. O motivo:. John usava drogas fora de controle e era um dependente assíduo de álcool.
Sua saída do Head East deve ter servido como uma chamada dívina, mas John imediatamente decidiu começar uma outra banda, na tentativa de alimentar a sua dependência de drogas e álcool. Sua falta de foco musical e da fome para uma “correção” constante levou à morte rápida da banda. John, que parecia pronto para uma carreira longa e frutífera na música, de repente foi um fracasso absoluto. Ele se tornou outra vítima de artistas de rock decadente, rejeitado por seus colegas deixando que as drogas atrapalha-se o cada vez mais.
Ele pouco percebeu que Deus já estava trabalhando duro para mudar sua vida. Como John tentava lutar contra seus demônios interiores, Deus começou a trabalhar em sua esposa Dorla que conheceu o Senhor bem cedo, mas John continuou a sua descida ao desespero. Inicialmente a coisa era um tanto complicada, veja as declarações dele: “Sai da minha reta! Eu não preciso dessas coisas Jesus, eu sou muito legal para isso. Eu vou te dizer, eu vou tornar-se cristão quando eu for rico, famoso, feito velho demais para ter alguma diversão, e então eu vou rezar apenas … hmmm…para estar seguro.”
Em sua mente, o suicídio era a única maneira de sair da espiral descendente que havia invadido sua vida. A idéia era uma overdose rápida e fácil de comprimidos, mas a oração e o amor persistente de Dorla, levou a despertar o espiritual de John.
Uma noite, pouco antes de sua morte planejada, John concordou em acompanhar Dorla de ver o seu pastor. “Eu só fui junto para minha mulher dizer, pelo menos ele tentou depois que eu tivesse ido embora para o além”, disse John. Mas Deus não estava prestes a deixar John. Naquela noite ele foi atingido com uma coragem em Jesus Cristo que ele nunca conhecera antes, complementado:
“Eu fui salvo naquela noite, e foi um novo começo para mim. Eu não sinto esse fardo de culpa mais, e eu tive uma nova chance. Embora eu ainda tinha todas as minhas dívidas de todas as drogas e a minha estupidez, eu sabia que Deus ia fazer nova história em minha vida, passo a passo, no caminho DELE “…
John resolveu viver para Deus e até mesmo abandonar a carreira de músico. Ele acabou procurando trabalho prático para sustentar sua família, começando do zero. “Isso foi realmente assustador”, admite ele, percebendo o quão difícil era um dia de trabalho normal após tantos anos de estar na estrada fazendo suas próprias coisas. . “Eu finalmente consegui um emprego de varrer o chão e estava muito feliz com isso. Então no plano de Deus, passo a passo, eu trabalhei como engenheiro de minas para uma empresa de construção de mineração e acabei sendo um engenheiro bem sucedido”.
Se você perguntasse a John, se ele teria alguma coisa a ver com a música novamente, ele teria lhe dado um firme “não”. Suas prioridades tinham deslocado à Deus e a sua família e claro, ele não queria nada com as drogas e as bebedeiras mais. Na verdade, descobriu-se que os dias de John no Head East foi algo percussor para algo maior. Cinco anos após estando ele firme e forte, Deus chamou John de volta para os palcos, mas agora frente ao rock cristão, através da banda Petra.
John lembra aqueles dias emocionante. “Nós (John e Bob Hartman guitarrista fundador do Petra) têm um amigo em comum que é um crítico de música para cena cristã, e alguém tinha enviado uma fita que eu tinha para ele onde cantou em um grupo de garotos em Illinois, era apenas uma fita dinky real, e ele enviou cópias desta fita em todo o setor. Este homem tem um, e Bob estava conversando com ele e ele diz: “Existe alguma coisa que eu posso fazer para ajudá-lo, Bob?” Bob, por sua vez perguntou a seu amigo para encontrar um cantor para o Petra. Seu amigo mencionou Schlitt e produziu a fita demo, logo sendo surpreendido pelo talento vocal de John.
“Então ele deu o número de telefone pra ele, uma vez que ele se interessou, o número por esse tempo tinha sido alterado e já não funcionava, mas ele se interessou e começou a investigar, tentando me encontrar. Ele finalmente me encontou dizendo que fui mencionado pelos primeiros álbuns do Head East, e foi em busca através das listagens telefónicas em Illinois e encontrou-me.
Tudo parecia muito fácil. “Bob Hartman chama-me e pergunta:” Será que você será o novo cantor do Petra? Eu digo, ‘Você está brincando comigo! Eu não canto por cinco anos.”
“Tudo o que eu quero saber é se você se tornou realmente um cristão.” Disse Bob.
“Eu sou um cristão fervoroso hoje.” Respondeu John
“Beleza! Vamos conversar.” Disse Bob.
John fez um teste e cantou “Ego Altar”, uma canção que, eventualmente, apareceu em 1986 e pertence ao álbum Back to the Street.
John Schlitt entrou oficialmente no Petra em 1986, trazendo consigo a sua incrível variedade vocal e habilidades que fez dele uma lenda com o Head East. Só que desta vez, sua mente já não era soprado em drogas e álcool, ele estava limpo, focado, e armado com uma poderosa mensagem: Deus nos fez para sermos vencedores – Jesus Cristo está vivo e por meio Dele que estamos sendo vitoriosos, através da Sua perfeita vontade para nós.
E é assim que tem sido com John desde então. Vinte anos mais tarde e quatro prêmios Grammy em sua estante, dezesseis álbuns no Petra, três álbuns solo gravados – milhões dos quais foram vendidos em todo o mundo – John é um homem que vive para Jesus e não encobre nada sobre sua fé.
“A única coisa que posso fazer é o melhor de um Cristão, para ser o mais ousado artista que posso ser”, diz ele. “Eu vou ser sempre capaz de olhar para alguém na cara que quer se sentar e dizer ‘ Então você é um cristão? ” e eu vou dizer: ‘Basta ouvir a minha música, ouvir o que tenho a dizer, ouvir as entrevistas. ” Não há dúvida sobre onde eu estou e no que eu acredito.”
John Schlitt é indiscutivelmente um dos vocalistas mais poderosos ao redor, seu mais poderoso grito é o clamor de seu coração. Seja no palco ou fora dele, a voz de John é algo real de uma alma verdadeiramente mudada. E sua música é e sempre será um reflexo do amor de Deus e do poder redentor, tanto para o Petra quanto para a carreira solo.
Texto traduzido e revisado (resumido) do site oficial do John Schlitt, http://www.johnwschlitt.com
Discografia de John Schlitt:
No Head East:
- Flat As A Pancake – 1975
- Get Yourself Up – 1976
- Gettin´Luck – 1977
- Head East – 1978
- A Different Kind Of Crazy – 1979
No Petra:
- Back To The Street – 1986
- This Means War – 1987
- On Fire – 1988
- Petra Praise – The Rock Cries Out – 1989
- Beyond Belief – 1990
- Unseen Power – 1991
- Petra En Alabanza – 1992
- Wake Up Call – 1993
- No Doubt – 1995
- Petra Praise 2 – 1997
- God Fixation – 1998
- Double Take – 2000
- Revival – 2001
- Jekyll & Hide – 2003
- Petra Farewell (live) – 2005
- Back To The Rock – 2010
Carreira Solo:
- Shake – 1995
- Unfit For Swine – 1996
- The Grafting – 2008
DAT
Megafone! CCM Conclusão + brasuca!
CCM Conclusão + Brasuca – Parte Final
Anos 90 e demais…
A década de 80 chegou ao fim, e de certa forma o contexto musical como um todo mudou. Entraram alguns novos estilos que ao compasso do que já tinha se emendaram ou se associaram com tais vínculos e ingredientes da música. A música eletrônica invadiria o espaço nas paradas, onde os artistas considerados pop´s se enquadraram nesta mistura. A força do hard rock presente na década passada teve um esfriamento geral devido ao aparecimento do Grunge Rock, bandas como Alice In Chains, Nirvana e Pearl Jam lideraram um pouco mais a cena. O lado da CCM que por sua vez se encontrava firme e inovador, mas que andava entre barreiras e dependendo do estilo eram excomungados, mantinha ainda no começo da década uma mesma pegada apresentada na década anterior. Veteranos da Jesus Music continuavam gravando, mas apenas o Petra ainda conseguia manter aquela maior popularidade, mas em tese comercial nada além do que discos gravados que mostravam maiores vendas que demais grupos antigos e mesmo em relação aos grupos mais novos. Amy Grant e Michael W Smith continuavam forte no cenário, e cada vez mais empregados ao lado Mainstream da coisa. Em 90 o Stryper teve um certo apagão aos valores cristãos com o belo trabalho musical de estúdio “Against The Law”. Tudo porque neste o quarteto teria deixado de certa forma a fé e a atitude de falar sobre Jesus nas letras, deixaram o visual preto e amarelo, tiraram o Isaiah 53:5 do logotipo e se auto intitularam como produtores do disco. Entretanto houve explicação dos irmãos Sweet para o fato, pressões comerciais e perseguições religiosas que condenavam a postura deles. Apesar de Against The Law ter sido muito aprovado pelos fãs musicalmente, não teve o mesmo fator na questão da fé. Dali em diante houve apenas o lançamento de uma coletânea com duas músicas inéditas, e em 1992 uma pausa definitiva desunindo o grupo, cada um seguindo sua rotina, apenas Michael Sweet que gravou alguns discos solos naquela década estava um pouco mais ativo na música. Mas em 2000 o Stryper voltou a se reunir reconciliados na fé, e depois dali muita surpresa veio e a banda está on nas paradas do rock cristão até os dias de hoje. Bride e Whitecross tiveram o papel de certa forma “substituir o Stryper”, gravando grandes hits no início da década, mas com o hard rock esfriado pelas novas tendências não demoraram muito para que ambas gravassem coisas mais alternativas e um pouco mais comerciais anos depois, e isso aconteceu também com diversas bandas cristãs, mas poucas continuaram devido a problemas de incentivo (patrocínio), dinheiro, ou pelo simples fato de integrantes não dedicarem suas vidas mais para música. O DC Talk que apareceu no finzinho da década anterior foi muito forte na seguinte e entrou com facilidade no cenário. Em meados de 91 surge um grupo cristão chamado Mortal trazendo uma proposta unânime dentro do cenário cristão, fazendo um rock pesado com as batidas eletrônicas do dance e da techno music, estilos estes que alguns cristãos tocaram anos mais tardes. Diante de um cenário gospel muitas outras coisas surgiram, entre eles grupos e cantores que se tornaram populares no meio cristão entre os anos 90 e depois dos anos 2000, como Rebecca Saint James, Third Day, News Boys, Hillsong, Jars Of Clay. A CCM na questão underground continuou bem ativa e continua até os dias de hoje, muitas bandas apareceram também, algumas com o caráter mais comercial, outras conhecidas apenas no cenário metal, punk, ou ao estilo underground que estão enquadrados. Grupos como Narnia, Seventh Avenue, MxPx, P.O.D, Demon Hunter, Rob Rock, Neal Morse, Living Sacrifice, Underoath e outros preenchem os estilos citados. O lado do metal mais extremo também apareceu com força naquela década, bandas como Tourniquet e Mortification davam as cartas no thrash e death cristão, onde também apareceram alguns grupos menos conhecidos como Believer e Detritus, mas relevantes aos estilos e com letras encarecidamente cristãs. Até o Black metal que tinha como objetivo fazer da cena metálica a mais podre possível, com letras 100% anticristãs, de adoração ao demônio, e contra toda regra moral e ética teve seu lado no meio cristão ganhando o nome de Unblack Metal, obviamente sendo o oposto nas letras que são referenciadas a redenção em Jesus Cristo Um estilo muito polêmico, diga-se de passagem, pelo visual adequado ao estilo (corpse paint, machados, correntes, cinta de balas) ou pela forma de que tocam metal extremo (cru e gritado), no entanto sendo armas de evangelho para chegarem como luz ao lado mais obscuro e underground do metal. Grupos como Antestor, Extol, Crisom Moonlight, Sabbatariam, Antidemon, Frost Like Ashes surgiram entre os anos 90 e durante a década de 2000.
Para quem quiser ouvir uma discussão legal, veja o SeedCast sobre Música Underground Cristã presente aqui no blog, onde alguns blogueiros, feras e amantes da música cristã discutem o tema em geral, com mais relevância no Brasil.
O grande Cornerstone Festival
Cornerstone Festival é um festival de música cristã visando a Jesus People USA, e realizado anualmente em torno do 04 de julho próximo a Bushnell, Illinois (E.U.A), criado em 1984 e também conhecido por C-Stone, onde em 1991 mudou-se de local na mesma cidade, em uma área maior agregando mais pessoas nos festivais. Foi praticamente um Woodstock para a música cristã, abrindo outras portas para bandas e artistas da CCM, nos mais variados estilos. Bandas e cantores mais antigos como Larry Norman, Phil Keaggy, Daniel Amos, Rez, Petra tocaram diversas vezes. Grupos de white metal como Bride, Stryper, Whitecross, Tourniquet também passaram muitas vezes por lá. Em 2001 o selo M8 Distribuition realizou uma noite Hard/Metal trazendo de volta algumas bandas cristãs já “extintas” do cenário, entre eles passaram novamente por lá Sacred Warrior, Recon, Deliverance, Daniel Band, Trytan e alguns outros que ainda estavam ativos na estrada. Apesar das filmagens amadoras, a M8 lançou entre emendas e imagens improvisadas em VHS e DVD o chamado de Retro Night Metal, e um cd de cada grupo que pisou naquele dia no festival também foi lançado. O Cornerstone continua firme e forte até os dias de hoje, sendo um festival que atrae um grande público cristão e não cristão, e com certeza foi e é usado pelas mãos de Deus usando as bandas para falarem do amor de Cristo para as pessoas presentes. Grupos da geração 2000 em diante também passaram e passam por lá como P.O.D, MxPx, As I Lay Dying, Switchfoot, Anberlin e muitos outros.
Música Contemporânea Nacional!
Eu não poderia encerrar os fatos históricos da música cristã contemporânea falando sobre o que é nosso, o nosso Brasil. Mas dentre a história a música cristã no Brasil em si nos anos 60, 70 e parte dos 80 não teve a mesma repercussão que se teve nos E.U.A. Na parte II abordei sobre o Grupos Exodos, de pouco reconhecimento e sem incentivo de carreira, sendo a primeira banda de rock gospel nacional, muito críticada por sinal em meios evangélicos, pois imagine que no passado o conservadorismo musical, a religiosidade, os dogmas e as doutrinas eram muito mais expostas nas igrejas, e Deus ainda trabalhava o avivamento por aqui, embora nem todas igrejas se enquadrassem em tais práticas citadas. Com a vinda de missionários estrangeiros, principalmente batistas e presbiterianos americanos, igrejas protestantes adotaram muitos hinos de origem estrangeira, alguns com a influência americana do “gospel”. Hinários inteiros foram traduzidos e editados, como o “Salmos e Hinos”, “Harpa Cristã” e “Cantor Cristão”. A partir do final da década de 1960, grupos nacionais como Vencedores por Cristo (VPC), MILAD, Grupo Rebanhão, Grupo Logos, Grupo Elo e Grupo Life (de Asaph Borba) entre outros, começaram treinamentos de formação de músicos e viagens para divulgação, começando então a influenciar o estilo de músicas de todas as igrejas evangélicas do Brasil. Este estilo musical se populariza comercialmente no final da década de 1980, quando entram em evidência ministérios de louvor como Voz da Verdade, Shirley Carvalhaes, Koinonya, Katsbarnea, Adhemar de Campos, Vencedores por Cristo, entre outros. O rock ou Hard rock gospel nacional teve um restrito começo praticamente no começo dos anos 90, grupos como Fruto Sagrado, Oficina G3 e Resgate foram as principais que deram a cara de se misturar aqui no Brasil rock pesado com temáticas cristãs, embora cadenciassem suas músicas relevando este peso com louvores e canções que até se enquadrariam dentro das igrejas. Letras firmadas entre o cotidiano da vida, problemas sociais como drogas, discriminação raciais, falta de espiritualidade eram comuns de se abordar por eles, apontando a solução em tais letras sobre a liberdade de se render a Jesus Cristo e louvar o seu nome como único salvador. Há o boom do Neopentecostalismo com os discos gospel produzidos por Comunidades Evangélicas (CEs). Surgem os primeiros sucessos internacionais na música gospel brasileira, as primeiras inserções na mídia secular e os grandes ajuntamentos em eventos exclusivos de adoração. O Pentecostalismo e o Neopentecostalismo mostraram sua cara a públicos nunca antes imaginados por meio da gravação de discos ao vivo e o registro de ministrações com o Dom de línguas. As turnês internacionais de cantores e ministérios se tornam freqüentes, como o festival SOS da vida no começo dos anos 90, trazendo grupos como Bride e Whitecross. Tanto os brasileiros vão ao exterior; como os estrangeiros vêm em visita ao país. O gospel nacional passa a ter tiragens em outras línguas (inglês e espanhol) para atender a demanda do mercado latino. Surgem as primeiras bandas de Metal Cristão, além dos clãs familiares de cantores. Um fato muito bênção de Deus para nós cristãos e pra musica gospel foi a conversão de Rodolfo Abrantes (ex Raimundos), montando o grupo Rodox, que já tratava de assuntos sociais ligados a vida, sem palavras de baixo calão e com pitadas de evangelho por parte do Rodolfo, que hoje segue carreira solo na musica gospel brasileira declarando louvor e amor a Cristo. Muitos grupos e bandas surgiram no Brasil entre os anos 90 e 2000, na linhagem do gospel e da Contemporary Christian Worship (CCW), entre eles Grupo Novo Som, Aline Barros, Diante do Trono, André Valadão, Fernandinho, Renascer Praise e muitos outros. No entanto o lado underground cristão brasileiro ganhou algumas bandas também, mas não tendo a mesma síntesa, respaldo ou espaço dos demais citados (entenda na discussão do SeedCast sobre música underground dentro do Brasil). Entre eles Sunroad, Destra, Seven Angels, Antidemon, SkyMetal, Stauros, Calvário, Bélica, Getsamini, Ruptura, Eterna, e muitos outros.
CMF e Crash Church!
O CMF é um ministério da Igreja Renascer em Cristo criado nos anos 90 por Antonio Carlos Batista, o metaleiro líder e vocalista da banda Antidemon e fundador da Comunidade Zadoque (hoje chamada de Crash Church). O ministério é uma porta aberta com membros considerados undergrounds (metaleiros, punks, e pessoas que já tiveram ruins experiências com álcool, drogas, prostituição) a fim de alcançarem pessoas enquadradas nesta questão. O “erro” que se comete em torno deste ministério é de abordar que o mesmo é somente visando trabalhar o lado do rock e de promover ações somente ligadas à música pesada, mas o ministério em si visa trabalhar e resgatar para Cristo o lado obscuro da sociedade que seria o próprio lado underground, jovens roqueiros ou não presos a vícios, e a prostituição como um todo que podem ou não integrar alguns grupos como GLS, independente de qualquer classe ou opção, nova vida em Cristo é o alvo do ministério. O mesmo acontece na Crash Church do PR.Batista, um ministério ainda mais underground e também armado espiritualmente para lidar com a obscuridade. Mas em termos sonoros é claro que ambos os ministérios tem como forma de atração o som pesado, diversos estilos do metal, do punk, do hard core, ou da música underground extrema, o que certamente atraem mais pessoas que curtem o som pesado, e que já converteu para Cristo centenas de pessoas undergrounds no Brasil.
Galera aqui encerra toda trajetória da CCM agradecendo a todos que “perderam” seus preciosos minutos de vida para ler, podendo ver um pouquinho da CCM lá fora e uma prévia no Brasil. Não sou expert no assunto, mas com ajuda da própria net, do SeedCast e algumas leituras de anos a anos que fiz pude relatar um pouco sobre isso. Aguarde os próximos posts do Megafone que estarão bem legais e cheio de novidades também. DAT
Megafone! Jesus Music (anos 70)
A história da Jesus Music! (CCM)
Contemporary Christian Music – PARTE II
Anos 70
Os anos 70 mostraram que o Movimento de Jesus teve uma grande repercussão num mundo contagiado com a versão imposta pela cultura dos hippies, a era do paz e amor e de sexo, drogas e rock and roll. Neste contexto um tanto depravado mas musicalmente cultural que bandas do movimento de Jesus iniciaram trabalhos musicais voltados a musica contemporânea, no intuito de espalharem a mensagem do evangelho e expandir diferentes estilos e culturas como forma lícita e estratégica de evangelismo. Tamanha resistência foi manifesta pelas igrejas católicas e protestantes que ao invés de apoiarem seus irmãos em Cristo, adotavam tratamentos indiferentes e inúteis ataques a tais bandas e artistas, muitos chegavam a serem associados a falsos profetas dentro das igrejas devido a tocarem estilos contemporâneos, o que se propagava com mais influência no rock que se encontrava num estado de rebeldia ao mesmo tempo associado a drogas e sexo, com a postura um tanto incorreta de artistas da música secular. Os Pastores Chuck Smith e Loonie Freesbe nos anos 70 promoveram eventos ligados à música, concertos de rock, de blues, batismos e sermões com clareza e amor, chamando assim de um grande evento ligado ao Templo Calvary Chapel, a Jesus People USA, que num grande dia da década de 70 muitos hippies iludidos com as drogas, roqueiros, clubers e muitos perdidos entregaram a vida para Jesus Cristo batizando-se nas praias da Califórnia, tal movimento causou impacto até na mídia com destaque intenso para a revista TIMES. A doutrina instituída da dupla era simples e totalmente bíblica: 1) Chamar as pessoas do que jeito que se encontravam sem pré-requisitos para salvação; 2) Seguir uma posição Calvinista, vista de todos os homens como pecadores, mas sustentando que através de Jesus Cristo, a salvação torna-se possível); 3) Apoiar irrestritamente a música contemporânea, abrindo portas para eventos de música cristã e concertos que chegariam mais fáceis a cena da contra-cultura da época.
Norman, Rez, Petra e muitos outros…
Num já consagrado e númeroso aparecimento de bandas e artistas do fim dos anos 60 e começo dos anos 70, a Jesus Music tornou-se uma alternativa de estilos contemporâneos da época afim de abordarem a temática cristã (sem predestinação de sucesso e fama), e sem alavancar pro lado do fanatismo e da religiosidade alienada. O cristão Larry Norman surgiu no fim dos anos 60, como um cantor e compositor de alto nível e talento promissor a fama, não a menos com uma simplicidade e coerência na palavra de Deus, canções como “Why Don´t You Look Into Jesus?”, “”I Wish We’d All Been Ready” e “Ha Ha World” tratavam de assuntos ligados a vida, problemas sociais que elevavam ao ouvinte voltar-se pra Deus e a importância de sua palavra. Em meados de 74 duas fortes bandas americanas deram um pontapé inicial para a Jesus Music em relação ao hard rock, Rez (Resurrection Band) e Petra. Já existiam alguns grupos de hard cristão, mas essas duas foram as mais “queridas” a introduzirem o rock and roll de uma maneira bem explicita e compromissória com a palavra de Deus, organizando eventos ministeriais, e participantes de alguns eventos de Smith e Freesbe. Sofreram também preconceitos do lado cristão por tocarem rock de uma forma mais alta, onde a importância de seus perseguidores não viabilizava se estavam ou não contribuindo pra obra de Deus, mas que a música que tocavam julgavam de maligna e já consagrada ao demônio (na visão de conservadorismo musical religioso). A resposta vinha aos poucos, com as conversões de jovens e entregas para Cristo influenciado pelas letras de suas músicas. Muitos outros grupos surgiram em demasia ligados ou não ao movimento da Jesus Music, e todos tiveram uma certa importância em variar estilos. Assim como Rez e Petra, nos anos 70 surgiram Servant, Barnabas, Jerusalem, que se agregaram ao mesmo estilo. Daniel Amos, David And The Giants, Sweet Comfort Band, Degarmo & Key, Solid Rock, Darrell Mansfield, After The Fire surgiram no finzinho dos anos 70 com um rock de arena, mesclando hard rock, blues, pop e rock progressivo. Renomados artistas do fim dos anos 60 gravaram grandes clássicos para a música cristã nos anos 70, entre eles Randy Stonehill, Phil Keaggy, Mylon La Fevre, Chuck Girard, sendo eles artistas de rock, folk e blues. Surgiram muitos grupos bons mas que não tinham uma carreira ou incentivo a mais de prosseguirem, como His, The Sheep, The Mighty Flyers, Ark, Agape, Wilson Mickinley, sendo assim “extintos” nos anos 70. Do lado pop, Amy Grant surgiu em meados de 77, com grande influência de grupos citados acima, sendo assim uma das cantoras de melhor talento e respaldo dos anos 80, tanto no lado cristão e sendo muito respeitada no lado secular.
Rock gospel no Brasil, mas nos anos 70?
É claro que a Jesus Music era algo internacional mais difundido nos arredores dos EUA, ganhando músicos e bandas da Europa que corriam por fora, embora em quase todo canto do mundo já existisse cristão fazendo música. Mas era “improvável” que a música cristã contemporânea chegasse ao Brasil, embora existisse a Jovem Guarda como forma da contra-cultura no país (porém sua visão fugisse muito do conceito bíblico). Mas em 1970 surge o grupo Êxodos, sendo a primeira banda cristã de Rock no Brasil, formada por adolescentes da igreja Batista, causando uma grande polêmica no mundo evangélico da época, que até virou matéria na revista VEJA. Provocou muita polêmica no Brasil com seu ritmo de rock, roupas extravagantes e cabelos compridos, mas atraiu muitos jovens com suas canções que anunciavam uma nova vida em Jesus, numa época em que vigorava a repressão e a censura. Trinta anos depois é lançado um CD com treze músicas compostas entre os anos de 1970 e 1977, entre elas a conhecida “Galhos Secos”. Foi considerada por grupos de pesquisadores a primeira banda de rock evangélico do Brasil.
SEEDCast#4 O Melhor Internacional… de novelas??
E estamos de volta com mais um esporádico e intermitente SeedCast =D
E dessa vez nos propomos o desafio de escolher apenas 3 entre todas as musicas internacionais que nós amamos, curtimos e fizeram parte desse curtíssimo espaço de tempo que chamamos de “nossa vida”.
Conheça um pouco das historias das bandas, das historias de cada um com suas musicas. Conheça também a musica “Gospel” que tocou em uma novela da Globo e saiba o que é CCM.
Para baixar :
Qualidade 32kbps
Qualidade 64kbps
Qualidade 96kbps
E este foi o resultado do programa de hoje:
Jars of Clay – Worlds Apart
Stryper – More then a man
Stryper na Globo:

P.O.D. – If it wasn’t for you
P.O.D. – Alive
Whitecross – In the Kingdom
Rebecca St. James – God
DC Talk – The Hardway
DC Talk – In the light
DC Talk – Like it, Love it, Need it
Blindside – Silence
Jars of Clay – Flood
DCTalk – What if i Stumble
IMPORTANTE: as opiniões aqui manifestadas são de responsabilidade exclusiva das pessoas participantes e não refletem necessariamente a opinião do Projeto K como ministério.
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