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Megafone! CCM nos oitenta :D

A história da Jesus Music! (CCM) – Contemporary Christian Music – PARTE III

Anos 80, a morte da Jesus Music?

Para o efeito da tradição do movimento em si, infelizmente a Jesus Music teria morrido ou pelo menos se esfriado no começo dos anos 80, onde entraria o circuito rotulado simplesmente como Música Gospel ou Christian Music, em linhagem com indústrias fonográficas de qualidade que abririam portas a diversos estilos da cultura pop/rock e flashback ´s que engajariam bom retorno ao mercado cristão. Mas a essência como um todo graças a Deus não se perdeu nos anos 80, pois esta década possuía muitas caixas coloridas e sortidas que se estouraram e revelou o quanto o lado contemporâneo da música poderia ser trabalhado neste meio em relação a bons frutos positivos. E frutos positivos da coisa aconteciam, e cito um deles: A banda de rock progressivo Kansas, (aquela mesma de Dust In The Wind e Carry On Wayward Son) se tornaria uma banda cristã (pelo menos nos três primeiros anos da década de 80), com a conversão ao evangelho do então guitarrista Kerry Livgren. Em 1981 o já cristão John Elefante se integra ao Kansas sendo o vocalista nos álbuns Vinyl Confessions e Drastic  Measures, que tiveram uma boa repercussão nos topos da parada musical, no entanto o conceito das letras do Kansas alavancaram não só a continuidade de abordar temas gerais, mas na ocasião entrelaçados no consentimento cristão da coisa, o que infelizmente não durou muito devido as divergências com produtores, outros músicos e dos próprios fãs. Elefante anos mais tarde se tornou um grande produtor (cristão) de bandas que surgiriam naquela mesma década, como Barren Cross, Shout, e do já renomado Petra. Kerry Livgren deixou o Kansas e montou o grupo AD com Dave Hope (também cristão e Ex-Kansas) enfatizando temas positivos e cristãos em suas letras.  Bandas que surgiram no fim dos anos 70 citados na parte II da história, gravaram grandes hits nos anos 80 de Southern rock, um estilo muito forte até então. Surgiram grupos como White Heart, Idle Cure, Mad At The World, Adam Again, The Seventy Sevens que preenchiam este lado do Southern naquela década, elevando hard rock, pop e algumas que trabalharam uma leve adaptação de música eletrônica. No entanto o sucesso de tais era relativo e apenas concentrado num público amante da música cristã contemporânea, o que deixou claro o compromisso dos músicos em não deixar de lado a principal essência de fazer o trabalho pra DEUS. Veteranos da Jesus Music como REZ, Petra, Larry Norman, Phil Keaggy não deixaram de gravar nos anos 80, mas alguns se adequaram a mudança musical generativa da década presente, como por exemplo, o Petra, que deixou um pouco a pegada rock and roll pra se adequar ao Southern, elevando levemente o peso do rock com o lado pop da música. Amy Grant como citada no tópico anterior teve seu auge nos anos 80, e quase junto com ela o talento e entrega de Michael W. Smith, sendo assim um grande cantor de pop/rock nos anos 80. ao lado da mesma levando a música cristã mais longe, com comprometimento e reverência a DEUS. Até o Hip Hop ganhou seu lado contemporâneo no fim dos anos 80, onde apareceu o grupo DC TALK, mesclando batidas pesadas das guitarras de rock com as batidas e arranjos do hip, letras protestantes e compromissadas com Deus. E o que aconteceu com o Pastor Smith e Freesbe, a dupla dinâmica balizadores das novas vidas pra Cristo no movimento da Jesus Music? Bom, lendo no Wikipédia me surpreendeu que o Pastor Smith tivesse tido um “declínio espiritual” no começo dos anos 80, quando o seu livro “End Times” de 1978, teria revelado uma adivinhação matemática de seu “pseudo auto-raciocínio” englobado ao seu dom profético, alegando uma suposta volta de Cristo no 2º semestre de 1981. Tal coisa obviamente não sucedida fez com que muitos o considerassem um falso profeta. Carece de fontes se Freesbe e algumas bandas e artistas da Jesus Music que o acompanhavam estariam com ele, ou se teriam abandonado o barco do ministério, mas a Calvary Chapel ainda esta de pé e Smith continua ministrando na mesma até os dias de hoje.

NWOBHM, Glam Rock, Punk e o Heavy Metal no meio cristão!

Como disse anos 80 foi surpresa, e como foi hein! O hard rock dos anos 70 obscuro e psicodélico, produzido por Black Sabbath, Kiss e AC/DC “perderia” um certo espaço nos anos 80 para Van Halen, Twisted Sister e Mottley Crue que trouxeram o Glam Rock, (hard rock de vestuário afeminados, temáticas festeiras e cenários hollywoodianos). No caso do Kiss não foi tão difícil pra se adequarem ao estilo, já o Black Sabbath (sem Ozzy, mas com Dio) teve de moderar sua musicalidade ainda adequada ao NWOBHM (New Wave Of British Heavy Metal – Nova Onda do Metal Britânico), trazendo com eles bandas que seriam as top´s do heavy tradicional nos anos 80, como Iron Maiden, Judas Priest e por influências sonoras o próprio Metallica, mas este último sendo percussor do Thrash e do Speed Metal, que tinha como objetivo “combater” o frescor e a postura poser que o hard rock promoveu nos anos 80. Pelo lado cristão os anos 80 foi a década em que muitas bandas surgiram seguindo a tendência do rock pesado, em serviço do Reino com mais força e ímpeto. Mas assim como na Jesus Music, as bandas dos estilos de rock pesado cristão sofreram os mesmos ataques dos anos 70, principalmente das igrejas protestantes. Em 1983 surge o grupo Roxx Regime, de autoria dos irmãos Sweet do Stryper, influenciados totalmente pelas bandas seculares dos anos 70 e começo dos 80. Um ano depois morre o Roxx e surge o Stryper, com nova direção nas letras e propósito de se tornarem uma banda cristã de rock pesado, embora o Roxx já se tratasse de uma ainda sem elevar o compromisso cristão como prioridade. Muitos dizem que o Stryper é o pai do heavy metal cristão, mas é preciso algumas considerações para tal relato: 1) Stryper surgiu como uma banda de glam rock (visual e o som adequado ao estilo)  2) Antes deles bandas cristãs como Daniel Band, Messiah, Jerusalem, Rez, Barnabas, Leviticus já estavam no circuito do NWOBHM e do hard rock tradicional. Mas em questão de aparição fulminante e visuais que chocaram cristãos e não cristãos, o Stryper praticamente foi a primeira que teve uma maior ousadia em associar o rock pesado com a temática cristã. O visual pavoroso e afeminado, cabelos tratados, hard rock aguçado e gritado, mas não a menos com uma mensagem e postura cristã direta e impactante fez com que se tornassem nos anos 80 e décadas seguintes a maior banda underground cristã de todos os tempos, ganhando grande popularidade no meio secular e sendo respeitada por muitas bandas headlines da época. Entrelinhas sofreram vários ataques de lideres religiosos, criticando a postura e a forma como queriam passar o evangelho. A banda atirava bíblias nos finais dos concertos para os fãs presentes, faziam letras compromissadas e alegres conforme os padrões bíblicos, e se ousaram em ir um pouco mais além à mídia (MTV e Billboard). Para os fãs cristãos de rock, o Stryper era a resposta cristã aos escandalosos conjuntos seculares, aos conservadores musicais religiosos e aos caçadores de bruxas e mensagens subliminares em letras de rock. Mas o underground cristão ganharia outras bandas pérolas no circuito dos estilos citados neste tópico, como Bride e Whitecross que entenderam seus propósitos na música, sendo bandas com grande qualidade sonora, e que se tornaram bandas missionárias, separando integrantes para pregarem o evangelho, influenciando muitos jovens a se entregarem para Jesus Cristo. Muitas outras bandas surgiram como Saint, Messiah Prophet, Barren Cross, Trytan, Bloodgood, Sacred Warrior, Guardian, Holy Soldier, todas infiltradas no circuito de banda cristãs, não sendo muito populares mas aceitas nos dois cenários como excelentes bandas undergrounds, sendo fiéis aos propósitos divinos sem abordarem a mensagem do evangelho como obrigação aos seus ouvintes, mas de uma forma racional e protestante ao mundo. Altar Boys surgiu entre 84 e 85 sendo uma das pioneiras bandas no circuito Punk Rock cristão. Já no finzinho dos anos 80 a clássica One Bad Pig surge como os “Anarquistas da paz em Cristo”, uma banda 100% underground. O thrash metal que já estava difundido por Metallica, Megadeth e Slayer também ganhou aos poucos seu espaço no meio cristão, mas precisou quase terminar a década de 80 para que Deliverance, Seventh Angel, Vengeance Rising dessem o pontapé inicial ao meio cristão neste estilo, e logo no começo dos anos 90 bandas como Believer, Tourniquet, Moritifcation e The Crucified se enquadraram ao estilo e gravaram discos do gênero para o considerado “heavy metal elevado ao quadrado da música!”

White Metal?

Se você gosta de rock cristão já deve ter ouvido falar em White Metal (Metal branco). Mas o que é White Metal? Numa definição mais simplista da coisa pode definir-se que é um estilo para designar as bandas de rock pesado cristãs, em torno de diversas vertentes de estilos do rock (metal, punk, hard, progressivo), com letras direcionadas aos fatos bíblicos, referenciadas a Jesus Cristo e louvor ao Seu nome. Na verdade foi um grupo dos anos 80, o Trouble (considerado, mas não provados que são cristãos) que denominou a nomenclatura White Metal para classificar as bandas de metal cristão, uma suposta oposição a grupos que gostavam de “glorificar o demônio”, ou talvez uma oposição ao Black Metal. No Brasil conhecemos mais como White Metal, mas nos EUA e demais países é conhecido apenas por Christian Metal, ou Christian Rock. Em minha opinião White Metal é um rótulo forte, porém de certa forma um pouco passado e individualista, como se fosse único, ou melhor, uma vez que o objetivo é levar a mensagem de Cristo para o lado underground da coisa, e desta forma não se podem levar em consideração os rótulos, pois teve bandas que levantaram apenas a bandeira do movimento White Metal, assim como outras levantaram a bandeira de Cristo. Outra coisa também que, dentro do rock existem diversos estilos diferentes, dos mais leves aos mais pesados, dos mais simples aos mais complexos, então se você entende todas as bandas cristãs de rock como White Metal, dá impressão que somente o Metal é a base de tudo, ou seja, como ficaria então o Punk, o Hard Core? Embora estilos como o próprio HC, Punk, New Metal teriam sido criados ou com mais aparição nos anos 90, tanto do lado cristão, quanto no lado secular, e como citado esta nomenclatura foi criada nos anos 80.

Bom galera, em questão da história e exploração da história da CCM no que se diz respeito ao movimento Jesus Music é só, mas no próximo post quero falar um pouco mais sobre os anos 80 entrando nos 90 e dias atuais na música cristã, sobre o festival cristão Cornerstone Festival, e explanar um pouquinho sobre a revolução da música contemporânea no Brasil em especial anos 80 e anos 90.

Deus abençoe a todos!!!

By Bera - 09/08/2011 10:00 Nenhum comentário

Megafone! Jesus Music (anos 70)

 

A história da Jesus Music! (CCM)

Contemporary Christian Music – PARTE II

Anos 70

Os anos 70 mostraram que o Movimento de Jesus teve uma grande repercussão num mundo contagiado com a versão imposta pela cultura dos hippies, a era do paz e amor e de sexo, drogas e rock and roll. Neste contexto um tanto depravado mas musicalmente cultural que bandas do movimento de Jesus iniciaram trabalhos musicais voltados a musica contemporânea, no intuito de espalharem a mensagem do evangelho e expandir diferentes estilos e culturas como forma lícita e estratégica de evangelismo. Tamanha resistência foi manifesta pelas igrejas católicas e protestantes que ao invés de apoiarem seus irmãos em Cristo, adotavam tratamentos indiferentes e inúteis ataques a tais bandas e artistas, muitos chegavam a serem associados a falsos profetas dentro das igrejas devido a tocarem estilos contemporâneos, o que se propagava com mais influência no rock que se encontrava num estado de rebeldia ao mesmo tempo associado a drogas e sexo, com a postura um tanto incorreta de artistas da música secular. Os Pastores Chuck Smith e Loonie Freesbe nos anos 70 promoveram eventos ligados à música, concertos de rock, de blues, batismos e sermões com clareza e amor, chamando assim de um grande evento ligado ao Templo Calvary Chapel, a Jesus People USA, que num grande dia da década de 70 muitos hippies iludidos com as drogas, roqueiros, clubers e muitos perdidos entregaram a vida para Jesus Cristo batizando-se nas praias da Califórnia, tal movimento causou impacto até na mídia com destaque intenso para a revista TIMES. A doutrina instituída da dupla era simples e totalmente bíblica: 1) Chamar as pessoas do que jeito que se encontravam sem pré-requisitos para salvação; 2) Seguir uma posição Calvinista, vista de todos os homens como pecadores, mas sustentando que através de Jesus Cristo, a salvação torna-se possível); 3) Apoiar irrestritamente a música contemporânea, abrindo portas para eventos de música cristã e concertos que chegariam mais fáceis a cena da contra-cultura da época.

Norman, Rez, Petra e muitos outros…

Num já consagrado e númeroso aparecimento de bandas e artistas do fim dos anos 60 e começo dos anos 70, a Jesus Music tornou-se uma alternativa de estilos contemporâneos da época afim de abordarem a temática cristã (sem predestinação de sucesso e fama), e sem alavancar pro lado do fanatismo e da religiosidade alienada. O cristão Larry Norman surgiu no fim dos anos 60, como um cantor e compositor de alto nível e talento promissor a fama, não a menos com uma simplicidade e coerência na palavra de Deus, canções como “Why Don´t You Look Into Jesus?”, “”I Wish We’d All Been Ready” e “Ha Ha World” tratavam de assuntos ligados a vida, problemas sociais que elevavam ao ouvinte voltar-se pra Deus e a importância de sua palavra. Em meados de 74 duas fortes bandas americanas deram um pontapé inicial para a Jesus Music em relação ao hard rock, Rez (Resurrection Band) e Petra. Já existiam alguns grupos de hard cristão, mas essas duas foram as mais “queridas” a introduzirem o rock and roll de uma maneira bem explicita e compromissória com a palavra de Deus, organizando eventos ministeriais, e participantes de alguns eventos de Smith e Freesbe. Sofreram também preconceitos do lado cristão por tocarem rock de uma forma mais alta, onde a importância de seus perseguidores não viabilizava se estavam ou não contribuindo pra obra de Deus, mas que a música que tocavam julgavam de maligna e já consagrada ao demônio (na visão de conservadorismo musical religioso). A resposta vinha aos poucos, com as conversões de jovens e entregas para Cristo influenciado pelas letras de suas músicas. Muitos outros grupos surgiram em demasia ligados ou não ao movimento da Jesus Music, e todos tiveram uma certa importância em variar estilos. Assim como Rez e Petra, nos anos 70 surgiram Servant, Barnabas, Jerusalem, que se agregaram ao mesmo estilo. Daniel Amos, David And The Giants, Sweet Comfort Band, Degarmo & Key, Solid Rock, Darrell Mansfield, After The Fire surgiram no finzinho dos anos 70 com um rock de arena, mesclando hard rock, blues, pop e rock progressivo. Renomados artistas do fim dos anos 60 gravaram grandes clássicos para a música cristã nos anos 70, entre eles Randy Stonehill, Phil Keaggy, Mylon La Fevre, Chuck Girard, sendo eles artistas de rock, folk e blues. Surgiram muitos grupos bons mas que não tinham uma carreira ou incentivo a mais de prosseguirem, como His, The Sheep, The Mighty Flyers, Ark, Agape, Wilson Mickinley, sendo assim “extintos” nos anos 70. Do lado pop, Amy Grant surgiu em meados de 77, com grande influência de grupos citados acima, sendo assim uma das cantoras de melhor talento e respaldo dos anos 80, tanto no lado cristão e sendo  muito respeitada no lado secular.

Rock gospel no Brasil, mas nos anos 70?

É claro que a Jesus Music era algo internacional mais difundido nos arredores dos EUA, ganhando músicos e bandas da Europa que corriam por fora, embora em quase todo canto do mundo já existisse cristão fazendo música. Mas era “improvável” que a música cristã contemporânea chegasse ao Brasil, embora existisse a Jovem Guarda como forma da contra-cultura no país (porém sua visão fugisse muito do conceito bíblico). Mas em 1970 surge o grupo Êxodos, sendo a primeira banda cristã de Rock no Brasil, formada por adolescentes da igreja Batista, causando uma grande polêmica no mundo evangélico da época, que até virou matéria na revista VEJA. Provocou muita polêmica no Brasil com seu ritmo de rock, roupas extravagantes e cabelos compridos, mas atraiu muitos jovens com suas canções que anunciavam uma nova vida em Jesus, numa época em que vigorava a repressão e a censura. Trinta anos depois é lançado um CD com treze músicas compostas entre os anos de 1970 e 1977, entre elas a conhecida “Galhos Secos”. Foi considerada por grupos de pesquisadores a primeira banda de rock evangélico do Brasil.

 

By Bera - 02/08/2011 10:00 Nenhum comentário

Megafone! Jesus Music!

A história da Jesus Music (CCM) – Contemporary Christian Music – PARTE I

A paz galera,

Segue a Parte I sobre a história da Jesus Music (CCM) em sua origem nos anos 60, a segunda parte será abordado grupos dos anos 70 e os frutos do movimento da Jesus People USA e Calvary Chapel.

A Jesus Music começou principalmente em centros de população dos Estados Unidos, onde foi ganhando força no Sul da Califórnia (especialmente Costa Mesa e Hollywood), San Francisco, Seattle, Chicago em torno de 1969-1970. Um grande número de hippies e músicos de rua começaram a se converter ao nascer de novo para Cristo. O número dessas conversões, especialmente no sul da Califórnia, foi em grande parte devido à divulgação de Lonnie Frisbee e Pastor Chuck Smith da Calvary Chapel em Costa Mesa. No rescaldo de tais conversões, estes músicos continuaram tocando os mesmos estilos de música que eles estavam tocando antes da sua conversão, embora agora infundido suas letras com uma mensagem cristã. A maioria dessas bandas que iniciaram o movimento, sempre que solicitado, não levavam muito em conta o dinheiro, mas poderia ser recolhido um valor por um chapéu ou uma cesta, conhecido como uma oferta de amor. Artistas e bandas da Jesus Music compartilhavam sua fé recém-descoberta em incentivarem os ouvintes a entregar suas vidas a Jesus Cristo. Das muitas bandas e artistas que saíram deste período, alguns se tornaram líderes dentro do movimento. Entre eles Larry Norman, Barry McGuire, Love Song, Second Chapter Of Acts, Randy Stonehill, Randy Matthews, All Saved Freak Band, Wilson Mickinley, Mind Garage. Durante meados dos anos 70, Keith Green, Azitis, Ágape, Petra, Resurrection Band (Rez) e muitos outros aderidos ou não ao movimento.

Embora sua origem real tenha acontecido nos EUA, é preciso fazer justiça a Europa e principalmente a Grã-Bretanha em meados dos anos 60, onde muitos grupos de Folk/Rythim Blues/Rockabillity surgiram usando os estilos fortes do rock inglês em favor do evangelho de Cristo, entre eles citamos bandas que raramente se ouviram falar e que gravaram seus LP´S ou LP em selos menores que independentes! Bandas como The Witnesses, The Joystrings, The Pebbles, A Man Dies entre 64 a 69, estes numa linha similar aos Beatles. The Liverpool Raiders, The Concords e Guitar Ensemble não fugiram da linha conforme os citados, porém foram grupos mais conceituados aos louvores tradicionais com uma base rítmica aos estilos contemporâneos enfatizados a corais e vozes.

Elvis e Sister Rosetta Tharpe!

Elvis Presley americano de Memphis nascido em 08 de janeiro de 1935, influenciou toda importância e originalidade do rock através de suas canções, considerado o Rei do Rock. Controvérsias e fatos do mundanismo a parte deste artista, poucos sabem que Elvis dedicou uma parte de sua carreira ao cristianismo, mais propriamente a música Gospel ouvida na 1ª Igreja Evangélica Assembléia de Deus da sua cidade. Álbuns como Peace In The Valley, Elvis Christmas Álbum e He Touched Me demonstraram letras de adoração e fé em Deus, alguns grupos da Jesus Music e muitos dos grupos seculares foram diretamente influenciados por suas canções.

Rosetta Tharpe que ganhou o nome artístico de Sister Rosetta Tharpe, nasceu em 20 de março de 1915, foi uma cantora, compositora e guitarrista de música gospel, teve grande popularidade na década de 30 e 40 com uma mistura única de letras gospel e acompanhamento de rock and roll antigo e blues da raça negra incorporado ao mesmo. Registro de discografia é um tanto complicado de se achar, mas seu maior hit foi o Gospel Train de 1956, canções como “This Train”, “Nobody Fault´s Be Mine”, “Sit Down” demonstravam grande talento e intelecto musical da cantora, além da fé e do compromisso com Deus. Casou-se com o Pastor Thomas Tharpe da Igreja de Deus em Cristo, e faleceu em 1973 vítima de um segundo derrame cerebral. Influenciou diretamente artistas como Elvis, Little Richard e Jerry Lee Lewis. Em 2007, Alison Krauss e Robert Plant gravaram um dueto da música “Sister Rosetta Goes Before Us”, escrita por Sam Phillips. Phillips lançou sua versão para a música em 2008 no seu álbum Don’t Do Anything.

Fonte de auxílio e informações: Wikipedia

By Bera - 26/07/2011 10:00 2 comentários

Apresentando MEGAFONE! com Carlão (Bera)

A paz galera,

Pra quem não me conhece sou o Carlos Alexandre (vulgo Carlão na Naza, e Bera no serviço e em outros lugares rsrsrs)… Sou cristão desde 2003 e frequento a Nazareno de Valinhos desde 2006. Tenho 28 anos, trabalho em uma empresa aqui na cidade mesmo desde 2002 como assistente financeiro e sou um grande fã de música no geral, com preferência no Rock and roll e suas vertentes, me agrada hoje efetivamente mais as bandas cristãs (gospel), mas sou aberto a arte da música como um todo.

É com a licença de vocês e com muita honra e satisfação, que apresento a nova categoria do Projeto K, a Megafone!. Em janeiro de 2011 ao estar na Festa do Figo vendo a apresentação do Cross 33 eu encontrei meu amigo Gui Momesso que me falou sobre o Projeto K, e ao conhecer o site, senti uma alegria enorme ao poder ver pessoas integrando e veiculando a obra de DEUS usando a linguagem simples da música e do entretenimento, com certeza o conteúdo das categorias tem muito a oferecer e a interagir com as pessoas tanto da igreja quanto as que estão de fora. O Gui achou interessante alguns posts meus no orkut retratando sobre White Metal, algumas fotos de bandas dos anos 60, 70 e 80 e alguns discos (até mesmo os Lp´s) sendo comentados de minha autoria no intuito de apresentar a raridade de tais grupos e de toda história da música contemporânea no meio cristão. Ao falar também com meu amigo Paulão Medeiros, discutimos a idéia desta nova categoria, e com o alvará do mesmo alinhado com toda equipe do K,  eis que surge a Megafone onde estarei apresentando um pouco da história da Jesus Music, pincelando aos poucos os primeiros grupos cristãos, referenciando as primeiras gerações, mas não fugindo da geração atual é claro.  Mas conto com as sugestões, críticas e idéias de todos para o Megafone.

Aproveitando o “embalo” gostaria também de apresentar um pequeno programa de web rádio que já está ativo desde Abril deste ano, de minha autoria e chama-se CLASSIC CHRISTIAN RADIO em www.myoldsongs.com, todos os dias das 21 as 23 hs.  O site em si pertence ao meu irmão de sangue Luis F. Cirilo em sociedade com seu amigo Nelson (Dj Dhegas), o intuito da rádio é resgatar os sucessos do flashback em geral (rock, hard, pop, era disco) nos anos 60, 70 e 80. Meu programa tem um espaço de 2 horas de duração e engloba os clássicos da música cristã em geral, porém em respeito a cronologia proposta da rádio (anos 60, 70, 80 e algo dos 90)

No geral quero ser mais um amigo-irmão da família K do que simplesmente postar sobre música, e poder colaborar intensamente no que for preciso, deixo o meu primeiro post (que já é um livro rsrsrs) desejando que DEUS possa abençoar este Projeto como um todo, abençoar sua vida e de seus familiares, e de vidas que ainda precisam encontrar a Jesus Cristo, meus posts sairão toda terça de manhã, onde nos próximos começarei abordar a história da Jesus Music e os primeiros registros da música contemporânea cristã.

Abraços

Carlão (Bera)

By Bera - 19/07/2011 10:00 Nenhum comentário